História de Guiné-Bissau

A Guiné-Bissau, oficialmente República da Guiné-Bissau, é um país da costa ocidental da  África que se estende desde o cabo roxo até a Ponta Cagete. Faz fronteira a norte com o Senegal, a Oeste e sudeste com a Guiné-Conacri, (ex-francesa) e a sul e oeste com o oceano Atlântico. Além do território continental, integra ainda cerca de oitenta ilhas que constituem o Arquipélago dos Bijagós.Foi uma colônia de  Portugal desde o século XV até proclamar unilateralmente a sua independência,em 24 de setembro de 1973, reconhecido internacionalmente  mas não pelo colonizador.Atualmente faz parte da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), das Nações Unidas, dos Países Africanos de Língua Oficial Portuguesa PALOP  e da União Africana.
Está entre o 10º país mais pobre do mundo (PIB per capita de US$ 100 dólares). Dependente de ajuda econômica externa, principalmente de Portugal.
Religiões praticada: Animismo  42% ,Islamismo 45%,Católicos 9.5% e Evangélicos 2.5% 
A transmissão da cultura se dá sempre através de contos, provérbios ou lendas que referem aos acontecimentos vividos nos tempos antigos, a tradição dos antepassados está muito presente na vida do povo, para o africano, é o passado que dá sentido ao presente. O futuro ainda não existe. Adquirida nos seus muitos anos de vida, torna-se o transmissor dos valores da cultura tradicional herdada dos seus antepassados.
A instabilidade política e social tem sido a marca de Guiné-Bissau desde 1998, (quando ocorreu a guerra civil) o apoio da comunidade internacional é fundamental para a consolidação da paz no país. Apesar do tempo decorrido, o país  continua a sentir de um modo muito marcado o efeito do conflito. O país está cada vez mais dependente das condições impostas pela Comunidade Internacional em troca dos apoios recebidos e a atividade econômica são marcadas por um considerável retrocesso.
A língua oficial é o português, porém é falado por apenas 30% da população, a maioria das pessoas falam o crioulo e dialetos tribais próprio de cada etnia (mais de 27 etnias).
As principais atividades econômicas giram em torno da agricultura de subsistência, pesca e o comércio.
As principais exportações são de caju, madeiras e camarão. Há depósitos de petróleo, bauxita e fosfatos inexplorados devido a pouca infra-estrutura. A moeda é o Franco CFA
População aproximadamente de 1 milhão e 500 habitantes e desses 44% são crianças.
O alimento básico é o arroz e a ele acrescentam o peixe ou a carne de caça.
No meio rural a mulher guineense desempenha através de seu trabalho um importante papel na economia familiar, na cultura ela não tem valor e serve somente para procriação. Quando a família é poligâmica é a mulher mais velha a dona da casa que faz, no dia anterior, a distribuição das tarefas para as outras. É ela quem busca a água e a lenha, quem pesca e recolhe as frutas, quem espreme o caju para a extração do sumo (que quando fermentado, se transforma em vinho), prepara o óleo de palma, faz a cestaria e a cerâmica, entre outras.Costumam criar gado, galinhas, porcos, cabras, porém não é permitido sacrificar os animais sem que haja alguma cerimônia, funciona inclusive como uma espécie de banco, com estes animais serão pagos os dotes da noiva e trocas por outras mercadorias.Na Guiné-Bissau, segundo certos usos e costumes, os pais ou familiares é que decidem com quem as filhas ou parentes se vão casar.Para além da questão dos casamentos forçados, as mulheres guineenses sofrem com a questão da mutilação genital (circuncisão feminina), feita na maior parte das vezes quando ainda são crianças.
A fome ameaça não só a vida das pessoas, mas também a sua dignidade. Uma carência grave e prolongada de alimentação provoca o debilita mento do organismo, a apatia, a perda de sentido social, a indiferença e, por vezes a hostilidade em relação aos mais frágeis: em particular as crianças e os idosos. A má alimentação os deixa fracos e sem defesas para combater as doenças. Há muitos casos de malária, hepatite, meningite, tuberculose, hanseníase, AIDS (SIDA).
As crianças da Guiné-Bissau são muito corajosas e batalhadoras, trabalhar e só depois brincar faz parte, para eles e para os seus educadores. Aprende muito cedo que a vida é um mar intransitável que invalida esforços e esperanças, pelo que lhes resta respeitar e obedecer aos outros, especialmente aos mais velhos e, sobretudo, aceitar as condições econômicas em que vivem. O respeito pelos mais velhos é a conduta de base da educação das crianças e aprender a trabalhar ainda muito novo e a obedecer cegamente às idéias dos velhos é a concepção básica para a obtenção de um futuro melhor.Na Guiné-Bissau, o trabalho de crianças é natural e, talvez por ser prático, é bem visto. Tratam com mais carinho e zelo as crianças que se empenham muito no trabalho.De cada oito crianças, cinco são soropositivas, mas a malária continua sendo a causa do maior número de morte.
 A educação infelizmente ainda existe esta mentalidade por parte dos guineenses as meninas não têm o direito de freqüentar a escola, isso eram para os meninos, elas deveriam ficar em casa ajudando a mãe e preparando-se para seu marido..Muitas escolas são bem precárias, construídas apenas com bambu, parede, banco e mesa e o teto de palha., uma imagem bem característica é ver as crianças carregando o seu banquinho sobre a cabeça no caminho da escola, eles levam e trazem de volta para casa todos o dias, e sobre as pernas apóiam o caderno onde irão rabiscar suas primeiras palavras.Um dos problemas que enfrentam é o fato das crianças aprenderem em casa a falar na língua étnica e em crioulo, e na escola são alfabetizadas em português, imaginem que muitas vezes o professor ensina numa língua e explica na outra,
O ano se divide em duas estações: tempo de chuva e tempo seco. No começo das chuvas os homens preparam a terra, preparam as "bolanhas" (arrozais) - vários montes de terras recortadas ao meio a fim da água ficar acumulada para quando a chuva terminar; e as mulheres plantam o arroz, replantam, cuidam do arrozal durante meses e no tempo seco recolhem, carregam cestos imensos na cabeça até a casa para depois pilar e armazenar para o ano inteiro. É muito duro o trabalho que fazem principalmente que os campos ficam distantes de onde moram (2 a 4 km), as mulheres passam praticamente o dia inteiro agachadas (encurvadas) plantando e replantando o arroz, e muitas vezes com os filhos nas costas, se a criança ainda não caminha são obrigadas a ir junto. As crianças também possuem seu papel, são responsáveis de cuidar para que nenhum animal principalmente os macacos estraguem a plantação além de ajudar a carregar e pilar para separar a casca do arroz.